Prefeitos paulistas participam do movimento “Municípios Contra a Crise” e reúnem-se com o governador

Rafael Pompeu
Imprensa/Prefeitura

A APM – Associação Paulista de Municípios convidou os prefeitos das 645 cidades do estado de São Paulo a participarem do movimento “Municípios Contra a Crise” que, entre outros, questiona a constante transmissão de responsabilidade sobre os serviços às municipalidades, tais como educação, saúde e segurança.Encontro prefeitos e governador

Mais de 200 prefeitos estiveram presentes na tarde de quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa em São Paulo, onde foram discutidas diversas questões, cobrando maior participação dos governos estadual e federal.

O prefeito André Bozola participou do encontro e disse que o cenário é parecido na grande maioria dos municípios: “Os repasses estaduais e federais cobrem muito pouco a despesa dos municípios. Só um exemplo para que se tenha ideia, o efetivo das Guardas Municipais chega a ser três vezes maior que os das polícias civil e militar. Sem falar dos baixos repasses para merenda, transporte escolar e saúde” – explica o prefeito de Socorro.

Mais tarde o governador Geraldo Alckmin recebeu no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Estadual, dezoito representantes de entidades de classe, entre eles o prefeito André Bozola, presidente da Aprecesp – Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo. Durante esta reunião, foram apresentados os pleitos do encontro com os prefeitos.

O governador se demonstrou bastante preocupado com questões de ordem federativa e disse que o momento é delicado. Acredita que a solução da crise estará no incremento das exportações, devido à alta do dólar, assim como no fortalecimento da agroindústria.

O aumento da lista de remédios oferecidos pela rede pública, a desoneração de ICMS nas compras municipais e maior agilidade para assinatura de convênios e, consequentemente, repasses de verbas, foram algumas das propostas apresentadas pelos representantes.

O prefeito André Bozola considerou o encontro produtivo e necessário. “A aproximação com os governos estadual e federal deve ser constante, para que as responsabilidades sejam compartilhadas” – conclui.

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