Prefeitura celebra 09 de julho com participantes da Revolução

Homenageadas foram voluntárias na Casa do Soldado

Imprensa/Prefeitura

Já habitual em Socorro, o aniversário do levante da Revolução Constitucionalista de 1932 foi celebrado na Praça 09 de julho com a presença da população, autoridades, familiares de combatentes e das duas voluntárias que serviram na Casa do Soldado, Maria de Lourdes Pinto Picarelli, 102 anos, e Irma Rovesta Mantovani, 97 anos, únicas sobreviventes em Socorro do maior movimento cívico do estado de São Paulo.

A cerimônia foi feita pela manhã. Alunos da Escola Municipal Benedicta Geralda de Souza Barbosa contaram a história da revolução em uma breve leitura. Na sequência, o vice-prefeito Edelson Teves enalteceu os combatentes e voluntários, “verdadeiros heróis e motivo de orgulho”. Duas alunas da Escola Municipal Coronel Olimpio Gonçalves dos Reis recitaram um poema em homenagem à Revolução.

Em seu pronunciamento, o prefeito André Bozola ressaltou a importância do levante paulista: “A luta foi pela democracia, pela liberdade de se expressar. Lutaram pelos direitos que temos hoje.” Na sequência, as duas homenageadas receberam vasos de flor e também duas peças de arte em cerâmica feitas pela artesã Luka Fagundes, em agradecimento aos serviços prestados na Revolução de 32.

A solenidade terminou com a caminhada até o Monumento ao Soldado Constitucionalista na companhia do grupo de escoteiros Cavaleiros da Paz, onde as homenageadas posaram para foto ao lado da placa em memória de todos os socorrenses envolvidos na Revolução de 1932.

A Revolução Constitucionalista de 1932

Foi um movimento armado que se estendeu de julho a outubro no estado de São Paulo e cujo objetivo era a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil – a de 1891 fora abolida, pondo fim à República Velha (1891-1930).

Na prática, foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, que tirou do poder Washington Luís e impediu a posse do ex-governador de São Paulo, Júlio Prestes, à presidência da República.

Oficialmente, 934 pessoas foram mortas, embora estimativas apontem 2.200 óbitos na Revolução. O exército paulista foi derrotado, mas São Paulo voltou a ser governado por paulistas e dois anos depois uma nova constituição foi promulgada, em 1934.

IMG_5577

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *